segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

A doutrinação ideológica de esquerda nas escolas

Quero apresentar a vocês um amigo que será um novo colaborador do Bloki! Conheçam Tiago Gonçalvis de Jesus!


A doutrinação ideológica de esquerda nas escolas

Por Tiago Jesus* 


A doutrinação ideológica de esquerda nas escolas é um fenômeno que vem ocorrendo há algum tempo, especialmente a partir do início dos anos 80.

Ela se dá na forma de que professores da área


de humanas (notadamente de história), vêm pra aula com a missão de doutrinar e de apontar a direção política (planfetagem) aos alunos.

Eu entendo a escola como um local de aprendizado teórico e que este tipo de atitude do professor (visto ele ser uma figura de autoridade), como antiético e reprovável, visto que estão formando militantes, não cidadãos.

Algumas pessoas vêm com o uso de eufemismos como "senso crítico", "formação  de cidadãos", quando na verdade não passa de ensinar uma interpretação e visão de mundo de esquerda.

Um grande crítico dessa atitude é o professor, escritor e filósofo Luiz Felipe Pondé. Ele afirma, dada sua vasta experiência em decência, que muitos alunos chegam a universidade já doutrinados, sendo muito difícil a inversão do mesmo.

Essa penetração da esquerda na cultura e educação vai permeando todo espectro da produção artística e cultural. Segundo ele, vai se refletir na propaganda, no jornalismo e noutros setores.

Alguns argumentam em favor do que se chama "escola sem partido"

Apesar do potencial de censura que isto pode ter, deve ficar a reflexão aqui: devemos permitir que nossos filhos e crianças recebam esse conteúdo esquerdista nas escolas e universidades?

 

* Tiago Gonçalvis de Jesus é de Piracicaba (SP), estuda história, política e relações internacionais com especialização em conflitos armados no século XX.

Instagram: tgjesus1984

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Bloki do Vizog: O Retorno - A legalização da Censura

 Oi, galera do bem! Demorou, mas voltei.

Tenho escrito meus artigos e emitido minhas opiniões no velho Foicebook. E, por esse "pecado", fui CENSURADO e banido daquela rede social. Acho que por determinação do STF (Suprema Tribo de Fidiputas).

















Não me disseram o motivo nem o por quê, mas imagino que tenha sido por eu ter criticado e batido forte na resolução 742, de 27 de agosto de 2021, onde os abutres dizem se comprometer com a Agenda 2030, da ONU, e que propõe fazer "alfabetização midiática de jornalistas" e utilizar dinheiro público para criar conteúdo que gere engajamento positivo ao Tribunal.

Bem, não vou me estender e vamos direto ao assunto. Vejam o print resumido da "resolução" do STF, que deveria salvaguardar a Constituição (se é que já leram esse livro algum dia) e um vídeo do canal "Papo Conservador", no YouTube.

E boa sorte a todos vocês, que vivem e gostam de Comunicação e redes sociais. A partir de agora vão precisar.





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

A volta às origens do sindicalismo após o fim do imposto sindical


Erick Vizoki

Como são as coisas...

O jornal ‘O Estado de São Paulo’ publicou hoje, 25/02/2019, uma interessante e importante matéria sobre a situação dos sindicatos no Brasil após a implantação da reforma trabalhista em julho de 2017. Matéria um pouco tardia, uma vez que já se passaram quase dois anos de sua aprovação.

Neste mesmo Bloki publiquei matéria, em 16/05/2017, sobre o que pensa dois veteranos sindicalistas sobre o fim do imposto sindical.

Antes da Constituição de 1988 os sindicatos de trabalhadores eram mais fortes, pois já agregavam diversas categorias profissionais diferenciadas dentro de um único sindicato. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, por exemplo, já foi um dos sindicatos mais poderosos da América Latina, e é um dos modelos mais notórios da situação em que se encontra o movimento sindical hoje. Muitos sindicatos de trabalhadores tinham nomes gigantescos, por conta das categorias profissionais que representavam. Hoje, esses nomes estão se reduzindo cada vez mais.

Assembleia de trabalhadores das áreas de alimentação e frigoríficos aprovam fusão de sindicatos (Foto: David Paiva/Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de São Paulo)

Após a Constituição de 1988, que deu mais "liberdade" aos sindicatos, livrando-os das amarras do Ministério do Trabalho e do Estado, e ficou muito mais fácil criar novos sindicatos, o que houve foi uma dissolução de diversas entidades sindicais. No exemplo citado, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo agregava trabalhadores de diversos ramos, como os setores automobilístico, de refrigeração, fábricas de parafusos, ferramentas, tornearia, entre diversos outros. Depois de 1988, diversos novos sindicatos de trabalhadores surgiram, para representar categorias mais específicas. Com isso, sindicatos como o dos metalúrgicos acabaram se dissolvendo em dezenas de outros sindicatos menores, o que enfraqueceu sua representatividade. Sindicatos de bancários, por exemplo, que representavam trabalhadores em geral que trabalhavam em agências bancárias, também perderam associados. Surgiram sindicatos de gerentes de bancos, de procuradores de bancos, de contínuos e por aí vai. 

O fenômeno que vemos agora é uma espécie de "volta às origens". Com o fim do imposto sindical, diversas entidades sindicais estão voltando a se fundir para conseguir aumentar o número de seus associados e assim conseguir manter o padrão de serviços oferecidos outrora. Muitos sindicatos tinham até gráfica própria para imprimir seus informativos. Desde 1988, com o tempo, os sindicatos foram, aos poucos, abrindo mão dessa estrutura. Quem ganhou, com isso, foi a indústria gráfica. 

As colônias de férias próprias de diversos sindicatos acabaram se transformando numa grande dor de cabeça. Com o enxugamento na arrecadação, ficou mais difícil arcar com o IPTU dessas estruturas, pagar funcionários e investir em infraestrutura. A solução foi abrir as colônias de férias para outras categorias profissionais e até mesmo para o público em geral. Ou fechá-las.

Atualmente temos quase 17 mil entidades sindicais no Brasil, entre sindicatos de trabalhadores e de empregadores. É o país com o maior número de sindicatos no mundo. Donde concluímos ser um grande negócio, assim como igrejas evangélicas, outro promissor nicho de faturamento baseado na doutrinação.

Para se ter uma ideia, a título de comparação, o Reino Unido possui 168 sindicatos; Dinamarca, 164; Argentina, 91 sindicatos; EUA e África do Sul, 190; Alemanha, 16 (números aproximados).

"O número de sindicatos saiu tanto do controle que há casos esdrúxulos como o 'Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais do Estado de São Paulo', o 'Sindicato das Indústrias de Camisas para Homens e Roupas Brancas de Confecção e Chapéus de Senhoras do Município do Rio de Janeiro' e o 'Sindicato da Indústria de Guarda Chuvas e Bengalas de São Paulo', posteriormente fechado por falta de associados (Fonte: Ilisp)

O fim do imposto sindical foi comemorado por grande parte da sociedade civil, e até mesmo de trabalhadores, que eram tungados com um desconto injusto em seus contracheques de um dia de trabalho todo ano, mesmo sem serem sindicalizados. O resultado foi a criação de centenas de sindicatos fantasmas, que só existiam no papel, em gavetas, ou mesmo sindicatos inertes, pelegos, sem representatividade, que nem sequer tinham sede ou endereço. Existiam apenas para receber o famigerado imposto sindical.

Agora a história é outra. Ou a mesma de antes. Sindicatos decanos, com megaestruturas, precisam se reinventar e voltar a agregar as categorias diferenciadas, como antes. Os sindicatos de cartório devem morrer, um a um, em breve, justamente por falta de atividade e de representatividade. Que assim seja. 

Vale ressaltar que esses sindicatos de trabalhadores são, em sua esmagadora maioria, dirigidos por militantes de esquerda. Não é preciso ser muito esclarecido ou inteligente para atentar ao fato de que muitos sindicatos surgiram por pura ganância de seus dirigentes. Trabalho zero, dinheiro muito. O jogo virou. Agora os sindicalistas terão de mostrar serviço e, pior, não poderão contar com um governo de esquerda, conivente com o butim conquistado com mentiras e traições aos trabalhadores. Sim, porque existem muitos sindicalistas "fura-greves", que se vendem para as empresas em detrimento da causa dos seus representados.


É... O País está mudando.

LINK PARA A MATÉRIA DO ESTADÃO: 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Eleição chegando, não falemos mais em golpe, é hora de perdoar

Erick Vizoki
Então... Dá pra levar a sério essa turma? São ou não são fantoches bipolares???

Se o Lula mandar os militontos enfiarem o dedo no ** e rasgar, eles fazem, acham gostoso e ainda fazem isso em praça pública para influenciar todo mundo a fazer também. E ai de quem não fizer... Aí é reacionário, fascista, retrógado, moralista...

É muita falta de autoestima, de opinião, de amor próprio, de inteligência.

Querem outro “autogolpe” e depois irão culpar os outros, como sempre.

O PT é isso: adora bater bumbo pra doido dançar. E a conversa é sempre a mesma: "somos um partido pequeno, precisamos desses apoios para ter mais tempo de TV, de rádio nas eleições...". Partido pequeno... Já ouvi essa lorota até de jornalistas experientes, militantes de esquerda, ativistas sindicais. 

Donde concluímos que jornalistas de esquerda, ou são muito mal informados, ou são mentirosos doutrinadores, como professores de faculdades de sociologia, história e filosofia, loucos para abocanharem um cargo público.


O ministro da propaganda nazista de Hitler, Joseph Goebbels: “Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”.


O PT é hoje o segundo maior partido político do País, em número de filiados, segundo o próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Só não é maior em número de prefeituras e governos estaduais porque a dona Dilma conseguiu destruir a reputação de décadas do partido. E os próprios militantes também. Bateram palmas para Temer, ovacionaram Temer, apoiaram, POR DUAS VEZES, o nome de Temer para vice da candidata do PT, VOTARAM EM TEMER quando votaram na chapa petista Dilma/Temer e agora dizem que Temer não foi eleito.

Chamam os desafetos de fascistas, mas seguem tintim por tintim a cartilha fascista de Joseph Goebbels (ministro da propaganda de Hitler), que dizia que "uma mentira dita mil vezes torna-se verdade". Martelaram tanto essa ideia de "golpe", de que "Temer não foi eleito", que acabou virando um mantra da comunidade esquerdista/lulopetista. Como eu sempre digo, a engenharia da esquerda é fazer com que o povo pobre sinta orgulho de ser pobre e burro. Agora, qualquer um consegue fazer uma faculdade meia-boca, tornar-se um péssimo profissional com diploma, mas se não der, tudo bem. Ele ainda pode ser presidente!


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VEJA: Em Minas, Lula admite alianças estaduais com MDB de Temer

UOL: PMDB foi o partido que perdeu mais filiados em 2017

terça-feira, 16 de maio de 2017

FIM DO IMPOSTO SINDICAL: NEM TODOS SÃO CONTRA

Alguns sindicalistas acreditam que o fim do tributo pode melhorar a qualidade do sindicalismo brasileiro


Erick Vizoki
Em dias em que reformas diversas e profundas estão na pauta do atual governo federal, o presidente Michel Temer tem encontrado forte resistência para encaminhar sua agenda de mudanças que, segundo ele, podem modernizar o Brasil, tirar o País da recessão, desemprego e moralizar a política nacional.
O problema, no entanto, não está no Congresso Nacional, onde o chefe do Executivo já conseguiu provar que tem considerável apoio dos parlamentares e uma base aliada que, mesmo dividida, tem colaborado para a condução dessas reformas.
O problema está numa sonora oposição orquestrada pelos chamados “movimentos sociais” e entidades sindicais de trabalhadores que apoiavam e ainda apoiam o ex-mandatário Luis Inácio Lula da Silva.
A imprensa e a mídia, de um modo geral, têm divulgado o descontentamento dessa oposição popular no que tange às reformas trabalhista e previdenciária, principalmente, propostas pelo governo Temer. Essa oposição, que se manifesta em diversas frentes, tem algo em comum: a maioria está umbilicalmente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT). CUT, MST, MTST, UNE, CMP, entre outros, além de partidos de esquerda que se recusam sequer a negociar com o que eles consideram um “governo golpista”.
Essa sufocante movimentação tem intimidado manifestações contrárias de pessoas, inclusive lideranças, que antes faziam coro com a maior parte desses movimentos.

Casos isolados

Alguns sindicalistas têm se mostrado parcialmente favoráveis à reforma trabalhista e até mesmo ao fim do imposto sindical.
Um deles é o presidente do Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sindbast), Enilson Simões de Moura, o Alemão, que também é atual vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Segundo ele, “as centrais sindicais estão subservientes à CUT”.
Poucos dias antes da greve geral proposta pelas centrais sindicais, e que foi realizada no dia 28 de abril deste ano, o presidente do Sindbast publicou um artigo na página oficial da entidade na internet sob o título “Contra a greve e contra dois pesos e duas medidas” (leia o artigo na íntegra aqui). Nele, Alemão declarou-se contra a greve e a favor da reforma trabalhista. Ele também se manifesta a favor do fim do imposto sindical, uma tributação considerada polêmica principalmente pela classe trabalhadora, mas defendida por praticamente todos os sindicatos. O líder sindical ressalta que este é um posicionamento pessoal, que não é compartilhado pela UGT.
Enilson Simões, o Alemão, defende também o fim do fundo partidário. 
(Foto: ASCOM/Sindbast)
“Não é possível que ainda fiquemos à mercê de uma legislação criada nos anos 1940”, alega.
A Consolidação da Leis de Trabalho (CLT) foi criada e sancionada em 1º de maio de 1943 pelo então presidente Getúlio Vargas, com o intuito de regular as relações trabalhistas entre empregadores e empregados. O imposto sindical foi criado para que os sindicatos que começavam a surgir pela primeira vez no Brasil pudessem se estruturar e se organizar.
“O sindicalismo brasileiro virou uma fanfarronice. A maior parte da receita dos sindicatos advém do imposto sindical, ou seja, de dinheiro público. O trabalhador, mesmo que não seja sindicalizado, é obrigado a pagar o equivalente a um dia de trabalho todo ano ao governo, e boa parte desse dinheiro fica com os sindicatos. O trabalhador precisa ter o direito de escolher se quer contribuir com a entidade que diz representá-lo ou não”, observa Alemão.
O sindicalista não se ateve apenas a defender o fim do imposto sindical. No artigo, justificou seu posicionamento ao defender também o fim do fundo partidário, que é um montante repassado pela União aos partidos políticos. Ou seja, dinheiro público destinado a manter as atuais 35 legendas partidárias registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Paralelamente, queremos começar um movimento pelo fim do fundo partidário. Os trabalhadores e o povo em geral não devem ser obrigados a contribuir com partidos que surgem diariamente para viver, como um parasita, às custas dos nossos impostos, ou seja, recursos públicos que nós pagamos e que deveriam ir para saúde, educação, etc”, acrescentou em seu texto.
“O trabalhador não pode continuar sustentando vagabundos travestidos de políticos ou sindicalistas que em sua grande maioria atuam em causa própria”, disse à reportagem. Vale ressaltar que muitos sindicalistas acabam por seguir carreiras políticas e até fundar seus próprios partidos, como é o caso do próprio Lula, fundador do PT, e de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que fundou o Solidariedade (SD).

Combate ao “peleguismo”

Outro experiente dirigente sindical, Roberto Scalize, presidente do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Empresas de Lavanderia do Estado de São Paulo (Sintralav), diz ser simpático ao posicionamento de Alemão. “Só não concordo com a aprovação da reforma trabalhista como foi aprovada na Câmara, de resto assino embaixo”.
“Acho que na verdade tem muitos dirigentes sindicais se omitindo. Tem muito dirigente que pensa diferente e que não quer se expor e ficam na zona de conforto”, acredita Scalize.
“A realidade é que a CUT, desde sua fundação, e eu fui da CUT e sei o que estou dizendo, era contra o imposto sindical”, relembra. “E eu acho que era uma posição correta. Eu, particularmente, sempre fui a favor do fim do imposto sindical. É uma coisa que tem que acabar. Porque de uma certa forma, isso atrela os sindicatos ao Estado. Ou seja, teoricamente o sindicato passa a ser uma extensão do Estado. Por isso esse famigerado imposto tem que acabar. Aí o sindicato não terá mais vinculação com o Estado, passará a ter mais liberdade, mais autonomia. E quando se tem essa liberdade, os trabalhadores passam a ter condições de aprovar ou não em assembleia da categoria, seja profissional ou patronal, a forma de sustentação do seu sindicato. Enquanto os sindicatos estiverem recebendo o imposto sindical, ele estará atrelado ao Estado, principalmente as centrais sindicais. E querem permanecer assim”, avalia.
Roberto Scalize avalia que o fim do imposto sindical não afetaria sobremaneira a atuação de sindicatos realmente comprometidos com a classe trabalhadora.
(Foto: ASCOM/Fethesp)
Roberto Scalize diz que no Sintralav o imposto sindical não chega a representar 12% da arrecadação para fazer frente ao trabalho do sindicato. “Então, não é com o imposto sindical que os sindicatos combativos exercem suas atividades”. O dirigente diz que muitas lideranças estavam numa zona de conforto. “Com as mudanças que poderão acontecer, quem realmente é dirigente vai começar a se reinventar, começar a mudar seus paradigmas. Porque o sindicalismo no Brasil é um sindicalismo arcaico por conta desse paternalismo de Estado”, explica.
O sindicalista acredita que os que defendem o imposto sindical estão defendendo os interesses do “próprio umbigo”. “O imposto sindical serve, na verdade, para sustentar sindicatos ‘pelegos’ e para atender federações, confederações, e agora as centrais sindicais que foram regulamentadas no governo Lula e passaram a receber parte do imposto sindical que, aliás, diga-se de passagem, representa quase 100% de suas arrecadações. Na outra ponta, quem faz o trabalho efetivo junto ao trabalhador, na porta da empresa, não são essas entidades, e sim o sindicato de base, cuja receita com o imposto sindical é pífio”, diz.
“Eu acho que os sindicatos têm que mostrar a que vieram”, afirma. “O verdadeiro dirigente sindical, que tem compromisso com o trabalhador, não vai deixar de existir por uma manobra parlamentar e/ou por decisão equivocada do Supremo Tribunal Federal, o sindicato pode ficar com poucos recursos. Ele pode, de repente, não ter mais como manter a estrutura que tinha, diminuir a quantidade de diretores e de funcionários na entidade sindical. Mas ele não vai deixar de fazer seu trabalho porque é nato dele ser dirigente sindical. Acho que muitos oportunistas e ‘pelegos’ vão embora e isso é bom porque separa o joio do trigo”, conclui.
“Pelego” é um termo pejorativo usado no sindicalismo para definir sindicalistas que não estão de fato comprometidos com a classe trabalhadora, e sim com interesses pessoais.

Reforma trabalhista

     “As reformas, da maneira como foram conduzidas pelo Congresso Nacional, sem discussão com a sociedade e da forma como foi aprovada a princípio no Congresso, é um acinte, um absurdo. Nós vamos retroceder para o início da Revolução Industrial. É um desmonte total de todas as conquistas históricas dos trabalhadores”, conclui o presidente do Sintralav.


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Roberto Scalize
Roberto Scalize é sindicalista desde os 14 anos de idade. Em 1967, começou a atuar no Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, quando o presidente era José Ibrahim. Fez parte da fundação da CUT, foi da diretoria executiva nacional da UGT durante dois mandatos.
Atualmente é presidente do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Empresas de Lavanderia do Estado de São Paulo (Sintralav).

Enilson Simões, o Alemão
Metalúrgico, trabalhou como inspetor de qualidade na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP), e em 1976 filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Chegou a ser preso e enquadrado na Lei de Segurança Nacional juntamente com outros membros do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em 1980 filiou-se ao PMDB e no ano seguinte rompeu com a diretoria do sindicato. Na época, Alemão já questionava a liderança de Lula à frente da entidade.
Participou da fundação do Sindbast em 1986 e foi eleito seu presidente. Em 1991 tornou-se membro da direção da Força Sindical, mas em 1995 desligou-se por discordância política com a diretoria. Em 1997 participou da fundação da Social Democracia Sindical (SDS), da qual foi presidente até 2007. Nesse ano foi criada a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a partir da unificação da SDS com a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Central Autônoma de Trabalhadores (CAT). Foi então eleito vice-presidente da nova central, onde permanece até hoje.