quarta-feira, 15 de julho de 2015

EDUCAÇÃO

Doutrinação e patrulhamento ideológico nas salas de aula: uma realidade perigosa

Erick Vizoki

Então vamos lá: eu vivo dizendo que muitos professores universitários (acredito até que é maioria) e até mesmo de ensino médio e fundamental são adeptos da doutrinação e patrulhamento ideológico nas salas de aula. A grande maioria dos professores de história, ciências sociais, filosofia e afins têm orientação ideológica de esquerda, para não dizer comunistas mesmo. E não têm nenhum pudor em enfiar isso a todo custo nas pobres cabecinhas em formação de nossas crianças e adolescentes, tão suscetíveis a "novas ideias". Quero deixar claro que não estou generalizando, que existem também muitas exceções. Aliás, tenho amizade com muitos professores e, ainda bem, todos que conheço não fazem parte desse circuito.
Pois bem, está aí a prova do que eu sempre disse, em matéria publicada no site Spotniks, sob o título "5 exemplos de como a doutrinação ideológica atua na educação brasileira"​.
Fico imensamente triste em ver amigos inteligentes e competentes se submeterem sem questionar à lavagem cerebral praticada nas salas de aula.
Quando era adolescente e estudante do ensino médio, eu também me sentia atraído pelas ideias "esquerdistas", até porque o momento era fecundo para difundir esses ideais, afinal vivíamos numa ditadura militar. Mas eu sempre relembro e divido com os amigos uma experiência que nunca esqueci, que me marcou muito e, principalmente, foi fundamental para eu pegar certa aversão aos radicais de esquerda e a qualquer tipo de radicalismo, inclusive o religioso. Enfim, por causa de um único imbecil, fiquei traumatizado ideologicamente para sempre, o que às vezes me leva até a cometer algumas injustiças.
Tínhamos um professor de história (claro, sempre eles) que era assumidamente de esquerda e comunista marxista (a grande maioria é). Nunca o vi dar um único sorriso ou ser amável e agradável com seus alunos. Vivia com a cara amarrada, uma figura singularmente triste, o estereótipo do comunista revoltado: óculos fundo de garrafa, maltrapilho, com a indefectível bolsa jeans a tiracolo até o joelho, cabelo desgrenhado e cabeçudo.
Certa vez, durante uma aula, quando ele falava sobre militares e criticava a obrigatoriedade do alistamento militar (que, aliás, também não concordo muito), um aluno, que havia servido o exército, fez uma observação que não me recordo agora, mas era no sentido de que ele não pôde fazer nada, pois foi obrigado a se alistar e servir o exército. A resposta do professor ao coitado do aluno: “Bem feito, quem mandou ser ‘reco burro’”?
Isso me revoltou instantaneamente, inclusive porque o colega era muito gente boa e até meio limitado intelectualmente. Era muito querido por todos os colegas.
Desde então tomei verdadeira aversão por adeptos radicais de esquerda e do comunismo.
Nos diversos debates que travo com amigos em rede social, sempre digo isso: que fui imune à doutrinação e patrulhamento ideológico, e ainda sou. E não são amigos quaisquer, são pessoas inteligentes, de boa formação, a maioria leitores contumazes e bem informados. São jornalistas, professores, artistas, advogados, empresários etc. Muitos acham que sou um radical de direita apenas por não compartilhar com suas ideias de esquerda, alguns deles bastante radicais. Mas nem por isso deixo de ser amigo deles. Sou a favor da liberdade de expressão e de pensamento. Sou mais democrático que muitos “esquerdistas” que dizem “defender” a democracia.
A matéria citada no início deste texto é bastante reveladora nesse aspecto e prova que existe, sim, um projeto de imbecilização e doutrinação nas escolas, desde o ensino fundamental até o ensino superior.
Gostaria de pedir aqui a participação e opinião de todos os leitores, principalmente, dos meus amigos professores e jornalistas.

Boa leitura!




quarta-feira, 24 de junho de 2015

COMPORTAMENTO

Intolerância religiosa é crime. Opinar não.

Charge do cartunista Carlos Ruas, da série 'Um Sábado Qualquer'. 
Erick Vizoki

Ok... Tenho recebido algumas indiretas de várias pessoas, no Facebook, muitas críticas, na verdade, dizendo que sou um intolerante religioso... Isso não é verdade, nem de longe. Tenho amigos e parentes das mais diversas religiões, bem diferentes umas das outras, e me dou bem com a maioria deles. Já até namorei com evangélicas, espíritas, católicas, agnósticas...

EM PRIMEIRO LUGAR: não critico os fiéis, de nenhuma religião, mas sim alguns de seus líderes, que usam de má fé para manipular e enriquecer, geralmente, às custas da desgraça alheia.
Há muitos charlatães e enganadores em praticamente todas as religiões. Até alguns monges, que sempre considerei pessoas muito iluminadas, sábias e honestas, já foram pegos em malandragens e falcatruas. Além disso, e não sou só eu que acho, mas a comunidade evangélica é o alvo preferido da maioria dos agnósticos e ateus, e até adeptos de outras religiões, por motivos muito óbvios e claros: muitos líderes evangélicos, pastores, bispos, missionários etc são notadamente sedentos de poder e dinheiro. Prova disso é seu intenso envolvimento na política.
Alguém já ouviu falar em bancada católica, umbandista, espírita, messiânica, ou qualquer outra no parlamento federal ou parlamentos estaduais e municipais? Só existe a reacionária bancada evangélica que, por sinal, é bem grande.
Religião e política nunca combinaram, todos sabem disso. A igreja católica demorou em perceber, mas na Idade Média o Papa tinha poderes de monarca e a igreja católica ditava até a maneira de governar na maioria do mundo conhecido adepto da cristandade. Reis e imperadores geralmente se submetiam às orientações do papado. A Santa Inquisição e as Cruzadas são o lado mais obscuro dessa interferência política.
Tanto poder levou ao racha da cristandade, o que levou ao protestantismo, avô das denominações evangélicas atuais.

EM SEGUNDO LUGAR: as principais críticas recaem sobre minhas impressões e opiniões sobre o próprio Deus. Como já disse, não sou ateu, mas agnóstico. Sei que para os religiosos praticantes não vai adiantar nada eu me explicar, pois a crença em Deus é milenar e existe desde que o Homem deixou de ser um mero pitecantropo. Portanto, sei que é perda de tempo tentar demover crenças e opiniões profundamente inseridas na formação de milhões de pessoas.
Mas o que critico são as leituras sobre Deus. Muitos se acham no direito de fazer e dizer o que quiserem porque Deus está a seu lado e, sendo assim, ele estará sempre com a razão e em seu direito, o famoso "em Deus tudo posso". E há também as incoerências. A própria Bíblia, mais aceita no Ocidente, está cheia de subterfúgios, contradições e irracionalidades. Qualquer argumento contrário ao que está escrito lá será sempre rebatido por outras passagens do mesmo Livro Sagrado. É como uma constituição e legislação de um país: sempre há uma brecha para se justificar ou para se defender. Além disso, uma obra tão antiga, traduzida e retraduzida milhares de vezes, certamente passou por alterações, principalmente tendo em vista o poder da Igreja Católica em centenas de anos.
Por exemplo: em toda Sua perfeição e poder, Ele próprio se arrependeu de Sua criação máxima, o Homem, tentando fulminá-lo por diversas vezes: expulsou do Paraíso seus protótipos Adão e Eva; dizimou totalmente duas cidades, Sodoma e Gomorra, por causa da promiscuidade; inundou o mundo todo (tudo isso segundo a Bíblia) para acabar de vez com a humanidade que não O respeitava; por fim, enviou para a tortura e morte Seu próprio filho, Jesus, para tentar, uma última vez, redimir Sua “amada” criação.

PARA ENCERRAR: como pode um Deus tão benevolente, piedoso, caridoso, compreensível, deixar milhões de crianças, idosos, homens e mulheres sofrerem flagelos de todo tipo sem nenhuma explicação plausível? Peste, fome, guerras, violência, intolerância, racismo, preconceito são características de Sua criação, aquela que foi criada “à Sua imagem e semelhança”. Só isso já é pressuposto para acreditar que Deus não é perfeito. Em muitos casos, muitos religiosos dizem que é “castigo”. Não sou perfeito como Deus para entender como alguém (ou algo) que tem amor infinito pode castigar Sua própria criação.
Então, me perdoem aqueles que me interpretaram mal. Mas vou continuar expressando minhas opiniões sobre a questão. Não vou apedrejar nenhum religioso ou deixar de confraternizar com eles, muito menos ser intolerante. Para mim, pessoas são pessoas, com suas virtudes e defeitos, independentemente de sua orientação religiosa. Mas não vou aceitar que ninguém tente me impor sua crença ou me criticar baseado em suposições de crenças que não acredito.

É isso.

terça-feira, 23 de junho de 2015

POLÍTICA

Mídia ‘golpista’ 1 x 0 PT: pela primeira vez, Lula calça as sandálias da humildade. Ou não?



Lula ao lado do ex-primeiro ministro espanhol Felipe González no seminário promovido pelo Instituto Lula (Foto: Nelson Antoine/AP Photo)



Erick Vizoki

E agora???? Não sou eu quem está dizendo, é o próprio guru da petezada! Num surto de consciência, o ex-presidente Lula faz uma espécie de mea culpa. Só uma espécie, porque em nenhum momento ele faz uso do pronome em primeira pessoa, uma das marcas características de seus discursos narcisistas.
Ao afirmar que o PT perdeu “um pouco a utopia” e que “Hoje a gente só pensa em cargo, a gente só pensa em emprego, a gente só pensa em ser eleito”, o ex-presidente parece reconhecer uma verdade que todo mundo, menos a raivosa e vassala militância petista, já reconheceu há muito tempo.
No entanto, joga a responsabilidade nessa mesma militância e nos políticos profissionais do partido que fundou. Mas, claro, não poupa as manjadas críticas à ‘imprensa golpista’. “Em alguns jornais, eles fazem oposição pelo editorial. Ao invés de brigar com isso, temos que melhor saber usar a internet, melhor saber usar as redes sociais”, disse. Não entendi muito bem o que ele quis dizer com isso, se é para a militância maneirar nas ofensas a tudo o que é anti-PT ou se é para intensificar os ataques ao que ele chamou de ‘grande mídia’. Enfim, é Lula sendo Lula.
O ‘pito’ foi dado aos integrantes e simpatizantes do partido durante um seminário em seu instituto, em São Paulo, que aconteceu na última segunda-feira (22/06), e que teve como convidado o colega socialista (e de corrupção), o ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe González, cujo partido a que é filiado, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), também amargou denúncias de corrupção. González foi convidado para tentar ensinar aos petistas como fazer para recuperar a credibilidade do partido congênere brasileiro. Bastante oportuno, uma escolha acertada, creio eu. Certamente, o sujeito tem muito que ensinar, já que seu PSOE conseguiu retornar ao poder após nove anos de letargia, ou quiçá, exílio político em seu próprio país, quando José Luis Zapatero foi eleito primeiro ministro em 2004.
A declaração de Lula, à primeira vista, parece mesmo uma admissão de derrapadas na condução dos rumos do PT desde a chegada ao poder em 2003. Só que não. O discurso só foi coerente com a palestra então por vir do colega espanhol.
Prova disso foram as dispensáveis críticas á imprensa brasileira que, aliás, deveriam ser também estendidas à imprensa internacional, para ficar dentro de seu contexto.
O fato é que a situação do Partido dos Trabalhadores chegou a patamares insustentáveis de reprovação, mesmo dentro da própria sigla, o que foi fartamente divulgado por toda a imprensa, nacional e internacional. Quadros históricos, importantes, fundadores e até mesmo competentes do partido decidiram jogar a toalha e preferiram saltar do navio em flagrante situação de naufrágio. Não há mais nenhum membro fundador do longínquo PT do início dos anos 1980 agora na agremiação. O sentimento de grande parte da legenda é de que algo precisa ser feito, urgentemente.
Resta saber, então, como será o novo comportamento da militância virtual, nas redes sociais, após estas surpreendentes declarações do papa petista. Militância que sempre reverenciou qualquer palavra e ideia que saísse da cabeça de seu líder. Para mim, das duas, uma: ou o constrangimento tomará conta dos simpatizantes e seguidores petistas, ou Lula poderá ser, a partir de agora, considerado um traidor.

Vamos esperar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Um novo inimigo ou mudança de lado?*

Erick Vizoki
Há muito tempo que defendo uma tese, talvez um tanto ingênua, mas acreditem: faz sentido.
Com o fim da ditadura militar, em 1985, e com a promulgação da Constituição de 1988, esse pessoal da guerrilha, os comunistas, os partidos clandestinos de esquerda, caíram no marasmo e ostracismo. Simplesmente suas atividades perdiam, então, o sentido. Com suas extensas fichas criminais, as chances de trabalho e emprego para esse pessoal, boa parte com formação em sociologia, a profissão preferida dos simpatizantes da "esquerda", eram praticamente nulas. A ideia, então, era muito simples: ocupar o vácuo deixado pelos ditadores da direita. Como? 
Trabalhei por quase dez anos no meio sindical e, de cara, percebi que a absoluta maioria dos sindicalistas (os da nova e velha guarda) passou a contratar assessores e incluir em sua diretoria esses elementos que viveram do terrorismo e da criminalidade nos últimos 25 anos, na época, em nome da "democracia". 

Com o discurso de heróis e salvadores da pátria, ganharam a simpatia da juventude que acabava de chegar e que não tinha uma ideia mais aprofundada do que acontecera na época em que eles ainda eram apenas crianças. 

Posso dizer que quase fui hipnotizado pelos discursos apaixonados sobre Che Guevara e Karl Marx na minha adolescência. Quase comprei uma daquelas nefastas camisetas com a estampa do argentino de boina. Mas, felizmente, optei por diversificar minha leitura e sempre procurar me informar mais a respeito, o que foi importante para eu aprender a raciocinar por conta própria e tirar minhas próprias conclusões. Os discursos fanáticos de professores de história que me deram aula no colégio nos últimos anos da ditadura não foram suficientes para me influenciar.

Enfim, essas figuras que estão aí hoje, por não terem mais a quem combater e habituados a assaltos, golpes, difamações, explosões, assassinatos, incêndios, sequestros etc, encontraram outras vítimas: a população, os trabalhadores e... ELES PRÓPRIOS!!!! Como numa disputa de paintball, os "companheiros" passaram a combater entre eles mesmos e disputar as benesses que o poder pode oferecer. Nesse caso, às favas os antigos “companheiros”. Leva a bolada quem chegar primeiro.
Presenciei disputas sindicais que invariavelmente acabavam em assassinatos. Vi sindicalistas veteranos vendendo os direitos dos trabalhadores e furando greves que eles mesmos tinham aprovado em assembleias de trabalhadores. Tudo isso em nome do dinheiro e do poder. E fui perseguido dentro de um sindicato quando tentei denunciar isso.
A fome de poder dessa gente dita "de esquerda" só é menor que sua fome por dinheiro, essa é a mais pura verdade. Não falo isso tudo sem conhecimento de causa. Falo como testemunha ocular.
Nas eleições dos últimos 30 anos todos os candidatos, sem exceção, se autoproclamam arautos da mudança. O que há de sangue novo na política, na verdade, surgiu por influência de seus pais, avôs e parentes, políticos profissionais, ou pela lavagem cerebral feita nas constantes e intermináveis reuniões partidárias, cujo princípio nas discussões é assustadoramente simples: repetir uma mentira insistentemente até que se torne uma verdade irrefutável para os mais influenciáveis. Ou, na melhor das hipóteses, ignorar outras verdades mais constrangedoras.
É por isso tudo que fico triste e desiludido em não conseguir confiar em praticamente nenhum político, em nenhum candidato. Por melhor intencionado que um deles seja, ele nunca conseguirá autonomia, pois estará sujeito às sanções de seus pares dentro de seu partido. É como governar sem ter maioria no Legislativo. Não rola. A menos que se torne uma nova grande liderança.
Espero mesmo que eu esteja enganado em minha funesta visão dos rumos que nosso Brasil está tomando. Espero mesmo.


Sindicalistas do crime

Eis aí um bom exemplo. Conheci o sujeito da matéria a seguir, trabalhei muitos anos com ele. Na época desse episódio eu estava morando em Minas Gerais e já não tinha contato com o dito cujo há muito tempo. O sr. Marcos Cará era um velho ativista do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), partido clandestino criado na época da ditadura. Trabalhava como assessor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, na época presidido ainda pelo Joaquinzão (Joaquim dos Santos Andrade) e sucedido por Luiz Antônio de Medeiros. Marcos Cará foi um dos articuladores da criação da central sindical Força Sindical, que seria então presidido por Medeiros e sucedido por Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, hoje deputado federal e candidato à reeleição. Curiosamente, esses veteranos militantes de “esquerda” foram pedir, e ganharam, o apoio de ninguém menos que o ex-presidente Fernando Collor de Mello, um expressivo representante da direita alagoana, para conseguir fundar a central sindical de Medeiros.
Estão acompanhando? E qual o motivo de uma aliança aparentemente sem pé nem cabeça como essa? Simples: Collor e Lula tinham acabado de sair de uma agressiva campanha eleitoral, onde Collor sagrou-se presidente da República, e a CUT (Central Única dos Trabalhadores), comandada pelo PT de Lula, mobilizava-se e vociferava contra seu governo. A saída era criar uma nova central que fizesse frente a esse grande incômodo. Assim, pessoas que estavam do mesmo lado antes (na luta contra a ditadura e pela redemocratização), agora brigavam entre si por um quinhão de poder.
A propósito, essas mesmas pessoas que se empenharam em fundar a Força Sindical, mais tarde foram apoiar Lula em 2002.

Muito bem, assistam a matéria a seguir, clicando na imagem, e vocês entenderão.


Toda essa experiência me afastou ainda mais de qualquer possibilidade de confiar na esquerda, e a duvidar profundamente da seriedade do socialismo, do comunismo. Pelo menos de seus representantes brasileiros. Em 2010 eu estava novamente em Minas Gerais, quando fui surpreendido por uma edição da revista Veja. Ela trazia na capa uma chamada com a foto de um outro velho conhecido dos bastidores do sindicalismo: Wagner Cinchetto. Não perdi tempo e decidi escrever um artigo em meu blog e desmascarar o sujeito. Eu também o conheci, trabalhamos juntos e ele e Cará eram amigos inseparáveis.
Minha conclusão é que os fantasiosos e utópicos discursos da militância esquerdista, ou são pura ingenuidade, ou um ópio verborrágico para tentar garantir não só uma “boquinha” no estado, mas também ter à sua disposição um exército de zumbis que acreditam na embolorada balela de uma sociedade igualitária, com justiça plena, distribuição de riqueza e direitos iguais para todos.
Se alguém me apontar um único exemplo de uma sociedade tão perfeita, regida pelo socialismo, talvez eu volte atrás em minhas considerações.


*Este texto, um desabafo escrito e publicado originalmente em minha página no Facebook após ter assistido a entrevista que Luciana Genro, candidata à presidência da República pelo Psol, concedeu ao apresentador e humorista Danilo Gentilli no programa The Noite e após ler os inúmeros comentários a respeito nas redes sociais.
Entre os comentários sobre o posicionamento de Luciana, que disse que Danilo Gentlli precisava estudar mais, um é realmente excepcional. É um artigo publicado no site do Instituto Liberal e assinado por Flavio Morgenstem, sob o título "Carta Aberta a Luciana Genro". É longo, mas vale a pena ler.

terça-feira, 22 de julho de 2014

CIÊNCIA

Após 45 anos, podemos dizer que vivemos no mundo da Lua

A revolução iniciada com a missão Apollo 11 trouxe tecnologia da Nasa ao nosso dia a dia


Neil Armstrong: "Um pequeno passo para mim, um grande salto para a humanidade".


Erick Vizoki
Neste ano de 2014 ainda nos deslumbramos, após 45 anos, com o maior feito do ser humano desde que Colombo encontrou as Américas, em 1492.
Calcula-se que cerca de 1 bilhão de pessoas viram pela TV quando, às 23h56 (horário de Brasília), no dia 20/07/1969, o astronauta Neil Armstrong, já recuperado de um escorregão, cuidadosamente ergueu o pé esquerdo e marcou o solo do Mar da Tranqulidade - a planície escolhida para a alunissagem (pouso na Lua). “Um pequeno passo para mim, mas um grande salto para a humanidade”, disse o comandante Armstrong ao marcar sua pisada em nosso satélite natural pela primeira vez na história da humanidade. Neil Armstrong não apenas gravava sua pegada, em solo lunar, mas também seu nome na história da corrida espacial.
O feito foi a concretização de uma promessa feita pelo ex-presidente norte-americano, John Fitzgerald Kennedy, em 1961, na Universidade Rice, em Houston, Texas. Na ocasião, Kennedy prometeu “enviar homens à Lua e retorná-los a salvo” antes que a década terminasse. No histórico discurso, Kennedy afirmou: “Nós decidimos ir à Lua nesta década (1960) e fazer as outras coisas, não porque elas são fáceis, mas porque elas são difíceis”.
A façanha foi tão inacreditável que ainda hoje há que não acredite que tenha acontecido.
Para comemorar os 45 anos da missão, a Nasa acaba de divulgar, em versão remasterizada, todas as imagens dos astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin transmitidas ao vivo do solo lunar em 20 de julho de 1969. São pouco mais de três horas de gravação.
Além das imagens do momento exato da alunissagem, há outros trechos raros, recuperados de fitas perdidas da agência espacial americana. Também foram disponibilizadas fotos em 16mm tiradas da superfície lunar em outras missões Apollo.



Tecnologia lunar

O legado deixado pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins estão mais próximos de nós do que imaginamos.
Muitas dos resultados das pesquisas feitas para a preparação daquela viagem fantástica estão hoje em lojas perto de você.
Calçados – Os tênis que utilizamos hoje em dia possuem a mesma tecnologia presente nas botas que os astronautas usavam quando pisaram na Lua. As botas foram projetadas para oferecerem conforto e ventilação aos astronautas. Graças a isto, hoje é possível utilizar um tênis para correr sem que os pés “cozinhem” dentro dele ou que nossos joelhos sofram por isto.
Saúde - Os “termômetros de ouvido” (foto), ou termômetros auriculares, conseguem determinar a temperatura do corpo medindo a quantidade de energia liberada pelo tímpano que, por estar dentro do corpo, funciona como um excelente sensor. Essa tecnologia surgiu com as observações da Nasa para medir a temperatura das estrelas, usando raios infravermelhos.
Entre outros avanços proporcionados pelas viagens à Lua, há a tecnologia aplicada em aparelhos para detecção de problemas cardiovasculares. Depois de testar em vários pacientes e constatar que o software poderia ser usado em prol da medicina, Selzer e Hodis fizeram de um programa espacial uma maneira de detectar doenças cardíacas sem a necessidade de cirurgia.
O campo da oftalmologia também foi beneficiado. Como em ambientes espaciais a poeira é uma constante, foi preciso encontrar uma maneira de proteger os equipamentos contra arranhões e sujeira, principalmente os visores dos capacetes presentes no traje dos astronautas.
Uma empresa de óculos de sol agarrou a oportunidade e obteve licença para utilizar esta mesma tecnologia em seus óculos. Assim, o plástico utilizado nas lentes tornou-se muito mais resistente e, de quebra, o usuário ainda ganha proteção contra os raios ultravioletas.
Aviação – Essa é a área em que a Nasa mais tem presença. Desde as simples ranhuras na pista para eliminar o excesso de água, até aparelhos poderosos usados em aviões e torres de comando foram usados antes em ônibus e módulos espaciais ou nas salas de comando da agência. Em questões de aerodinâmica, então, a Nasa é especialista. O material que evita o rápido congelamento de vidros e asas de um avião é utilizado na construção de satélites, naves e jipes que são enviados para planetas distantes, como a sonda Cassini-Huygens, que orbita o planeta Saturno.
Dia a dia – Em 1961 a empresa Black&Decker criou o primeiro aspirador de pó e de quebra assinou um contrato com a Nasa para que desenvolvesse um aspirador um pouco mais forte, a fim de que este pudesse sugar coisas mais pesadas, e que pudesse ser usado no espaço. Os engenheiros da empresa Black&Decker gostaram tanto da ideia que criaram não só aspirador, mas diversos equipamentos sem fio.
Quando você está pegando água filtrada, está utilizando uma tecnologia da Agência Espacial Americana, afinal foi a Nasa quem melhorou a tecnologia utilizada para que a água ficasse cada vez mais limpa.
Aqueles panos, tipo flanela, que são altamente absorventes, foram criados primeiro para uso exclusivo no espaço, e agora estão presentes em casas do mundo inteiro. Até mesmo as arminhas de água usada pelas crianças têm o dedo, mesmo que acidental, da Nasa.
Um engenheiro que estava fazendo experiências com água em uma pistola acabou criando, acidentalmente, um jato d’água forte o suficiente para acertar objetos e pessoas mais distantes.
(Fonte: Site Tecmundo/www.tecmundo.com.br)

A corrida espacial

A corrida espacial foi uma disputa acirrada entre a extinta União Soviética (URSS) e os Estados Unidos entre 1957 e 1975, em plena Guerra Fria. Nessa disputa, a URSS começou com larga vantagem, com o lançamento do satélite artificial soviético Sputnik 1, em 4 de outubro de 1957.
A disputa teve origem na corrida armamentista que ocorreu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando tanto a União Soviética quanto os Estados Unidos capturaram a tecnologia e especialistas de foguetes avançados alemães.

1957 - Os russos enviam ao espaço o primeiro satélite artificial de comunicação, o Sputnik 1, em 4 de outubro de 1957, no Cosmódromo de Baikonur (base de lançamento de foguetes da URSS), em Tyuratam, no Cazaquistão. No mesmo ano, em 3 de novembro, foi enviado o primeiro ser vivo ao espaço a bordo da nave Sputnik 2. A cadela Laika (originalmente chamada Kudriavka) morreu de calor após quatro dias de viagem.

1958 - Quatro meses após o lançamento da Sputnik 1, os Estados Unidos responderam com seu primeiro satélite, o Explorer I, em 31 de janeiro de 1958. Neste ano também foi criada a Agência Espacial dos Estados Unidos, a Nasa.

1961 - O russo Yuri Gagarin (1934-1968) foi o primeiro homem a viajar ao espaço, em um voo orbital de 1hora e 48 minutos, a bordo da nave Vostok 1. O voo de Gagarin ocorreu em 12 de Abril de 1961. Nesta viagem ele disse as famosas frases: “A Terra é azul”, e “Olhei para todos os lados, mas não vi Deus”.
Em 5 de maio do mesmo ano, o norte-americano Alan Shepard pilotou a nave Freedom 7 e tornou-se o segundo homem a viajar pelo espaço.

1963 - A russa Valentina Vladimirovna Tereshkova (foto) é a primeira cosmonauta e a primeira mulher a ter ido ao espaço, em 16 de junho de 1963, na nave Vostok VI. Até os dias atuais, é a única mulher a ter feito um voo solo ao espaço.

1968 - Os primeiros astronautas a circum-navegar a Lua foram os tripulantes da Apollo 8, Frank Borman, James A. Lovell, Jr. e William A. Anders, na noite de Natal de 1968.

1969 - Finalmente, em julho de 1969, a missão Apollo 11 pousou na superfície lunar, com o módulo lunar Eagle, em um local chamado “Sea of Tranquility” (Mar da Tranquilidade). Neil Armstrong e Edwin Aldrin tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar. Depois da Apollo 11, outras seis missões Apollo foram lançadas, sendo que cinco delas pousaram na Lua (no total de doze astronautas que caminharam na Lua).

1971 – A União Soviética toma a dianteira novamente com o lançamento da estação espacial Salyut, lançada em 19 de abril de 1971, para a realização de vários estudos sobre a ausência da gravidade.

1973 – Os norte-americanos americanos lançam, em maio de 1973, a sua estação espacial, a Skylab.

1975 - Em 1975, os americanos lançaram a sonda Viking 1 à Marte, que pousou e enviou imagens, nas quais foram descobertas as calotas de gelo nos dois polos. No mesmo ano, a Viking 2 enviou mais uma grande quantidade de dados.