quarta-feira, 24 de agosto de 2022
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
Que fim levou os ombudsmen na imprensa brasileira?
Para quem não sabe, ombudsman é um termo de origem sueca
que se refere a uma espécie de ouvidor, representante do povo. No Brasil, assim como nos EUA, o
termo designa a função de um jornalista, dentro da redação de um jornal, que tem
por finalidade defender o leitor, ouvir suas críticas ao veículo e até mesmo
criticar o próprio jornal onde trabalha, apontando erros, falhas, matérias mal
redigidas, fatos mal apurados, por exemplo.
O primeiro jornal a adotar esse critério e criar a função do ombudsman foi a Folha de S. Paulo, em 1989. E o primeiro a assumir essa função foi o jornalista Caio Túlio Costa. O atual ombudsman da Folha é José Henrique Mariante, o 14º jornalista a ocupar o cargo no veículo. Tempos depois outros jornais também criaram o cargo em suas redações. Atualmente, apenas dois grandes jornais ainda mantém a função: a própria Folha e O Povo, do Ceará, que criou a função em 1994. No jornal cearense, o ombudsman é a jornalista Juliana Matos Brito. No caso, então, seria uma ombudswoman, mas no Brasil só é usado o termo ombudsman, mesmo com a atual bobeira da “linguagem neutra”.
A pergunta que não quer calar é: será que a função do ombudsman ainda é legítima no Brasil? Porque a tarefa desse profissional é policiar o jornal onde trabalha e dar mais transparência aos leitores e zelar pela credibilidade do veículo. Esse profissional deveria ser o mais isento dos jornalistas dentro da equipe. Mas parece que essa prerrogativa foi posta de lado, pelo menos na Folha de S. Paulo.
Um dos maiores jornais do Brasil, tem surpreendido pela
quantidade gritante de asneiras, narrativas e desinformação que tem publicado, e
por sua militância política esquerdista. O mesmo ocorre com diversos outros
veículos que estão tristes e insatisfeitos por não terem mais a gordura
financeira provida por governos anteriores, principalmente na era petista. Mas
cito a Folha por ter sido pioneira em contratar um ombudsman no País.
Como não sou assinante da Folha, não posso ter acesso ao seu conteúdo, apenas aos títulos de algumas matérias e artigos. Mas fico pensando como José Henrique Mariante deve fazer seu trabalho. Será que não se sente constrangido? Porque acho que a nobre função do ombudsman foi terrivelmente maculada pelo jornal da família Frias. Entrei na página do ombudsman da Folha e vi alguns títulos de alguns artigos. Ao clicar neles só dá pra ver, por alguns segundos, o lead dos textos. Mas um me chamou a atenção. O título é “Quanto custa o jornalismo?”, e o subtítulo é “Muito e vai ficar mais caro em 2022, quando a coisa promete ser violenta”.
Deu pra ver de relance o primeiro parágrafo, que cita um relatório da ONG “Repórteres Sem Fronteiras”. Só para se ter uma ideia, essa ONG é formada por pessoas que estão mais para militantes de extrema esquerda do que jornalistas. Curiosamente, o RSF não faz nenhuma referência às perseguições do STF a jornalistas brasileiros e a páginas e sites de conteúdo conservador. Mas tem um ranking sobre liberdade de imprensa no mundo todo e, segundo eles, o Brasil está na 111ª posição, com uma pontuação de 36,25, que coloca a imprensa brasileira em “situação difícil”. Mas constantemente a ONG culpa o presidente Bolsonaro por essa “situação difícil” e não dá um pio sobre a perseguição a jornalistas como Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio. E o ombudsman da Folha usa essa turma como referência.
Enfim, o ombudsman da Folha poderia ser a boia salva-vidas do jornal e avaliar as discrepâncias vomitadas diariamente pela publicação. Mas acaba sendo um sentinela raivoso que envergonha duplamente sua profissão. Envergonha o jornalismo e envergonha os ombudsmen.
terça-feira, 4 de janeiro de 2022
Cinema
‘BOB CUSPE - NÓS NÃO GOSTAMOS DE GENTE’ (2021)
Erick Vizoki
Angeli, nascido Arnaldo
Angeli Filho em 31 de agosto de 1956, é um dos maiores cartunistas brasileiros
que se consagrou na década de 1980, apesar de iniciar sua carreira aos quatorze
anos de idade. Publicou suas primeiras histórias na revista ‘Balão’, um fanzine
que não teve muita repercussão.
Em 1973 foi contratado
pelo jornal Folha de S. Paulo e no início dos anos 1980 criou o personagem Bob
Cuspe, inspirado no movimento punk de meados dos anos 1970.
Angeli foi muito importante para o mercado editorial de HQs nos anos 80, quando criou a revista ‘Chiclete com Banana’, que era o nome de sua tirinha de quadrinhos na Folha, e onde revelou personagens como Bob Cuspe, Rê Bordosa, Wood & Stock, Bibelô, entre vários outros.
A revista ‘Chiclete com
Banana’ conseguiu uma proeza inédita no Brasil: conseguiu vender mais do que a
revista norte-americana ‘Mad’, onde também foi colaborador. A ‘Mad’ era a
revista de humor, quadrinhos e cartunismo mais conceituada entre os anos ’70 e ’80,
mas a ‘Chiclete com Banana’ superou essas vendas e ainda abriu espaço para seus
colegas Laerte, Glauco, Luiz Gê, entre outros, a publicarem seus trabalhos.
Ao lado do editor Toninho
Mendes, criaram a Circo Editorial, lançaram as revistas ‘Circo’, ‘Geraldão’ (do
Glauco) e ‘Piratas do Tietê’ (do Laerte) e abriu um “boom” no mercado de
quadrinhos no Brasil, com o lançamento de vários títulos de luxo, como a
revista ‘Animal’ e ‘Heavy Metal Brasil’.
Agora, o personagem Bob
Cuspe ganha uma animação em stop motion, ‘Bob Cuspe – Nós não gostamos de gente’.
Ainda não assisti, mas as
referências e críticas dizem que é algo entre ficção e um pouco de
autobiografia do cartunista. Estou louco pra ver!
Sempre fui fã do Angeli,
que tem um humor sarcástico, crítico, muitas vezes político, e com um traço ao
mesmo tempo bastante original e sujo, uma espécie de Robert Crumb brasileiro.
Quando eu assistir essa
animação, que estou ansioso para ver, posto aqui meus comentários!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
A doutrinação ideológica de esquerda nas escolas
Quero apresentar a vocês um amigo que será um novo colaborador do Bloki! Conheçam Tiago Gonçalvis de Jesus!
A doutrinação ideológica de esquerda nas escolas
Por Tiago Jesus*
Ela se dá na forma de que professores da área
Eu entendo a escola como
um local de aprendizado teórico e que este tipo de atitude do professor (visto
ele ser uma figura de autoridade), como antiético e reprovável, visto que estão
formando militantes, não cidadãos.
Algumas pessoas vêm com o
uso de eufemismos como "senso crítico", "formação de cidadãos", quando na verdade não passa
de ensinar uma interpretação e visão de mundo de esquerda.
Um grande crítico dessa
atitude é o professor, escritor e filósofo Luiz Felipe Pondé. Ele afirma, dada
sua vasta experiência em decência, que muitos alunos chegam a universidade já
doutrinados, sendo muito difícil a inversão do mesmo.
Essa penetração da
esquerda na cultura e educação vai permeando todo espectro da produção
artística e cultural. Segundo ele, vai se refletir na propaganda, no jornalismo
e noutros setores.
Alguns argumentam em
favor do que se chama "escola sem partido"
Apesar do potencial de
censura que isto pode ter, deve ficar a reflexão aqui: devemos permitir que
nossos filhos e crianças recebam esse conteúdo esquerdista nas escolas e
universidades?
* Tiago Gonçalvis de
Jesus é de Piracicaba (SP), estuda história, política e relações internacionais
com especialização em conflitos armados no século XX.
Instagram: tgjesus1984
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
Bloki do Vizog: O Retorno - A legalização da Censura
Oi, galera do bem! Demorou, mas voltei.
Tenho escrito meus artigos e emitido minhas opiniões no velho Foicebook. E, por esse "pecado", fui CENSURADO e banido daquela rede social. Acho que por determinação do STF (Suprema Tribo de Fidiputas).
Bem, não vou me estender e vamos direto ao assunto. Vejam o print resumido da "resolução" do STF, que deveria salvaguardar a Constituição (se é que já leram esse livro algum dia) e um vídeo do canal "Papo Conservador", no YouTube.
E boa sorte a todos vocês, que vivem e gostam de Comunicação e redes sociais. A partir de agora vão precisar.

